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22
de novembro a 15 de dezembro de 2001 |
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O
DELIRISMO baseia-se no estudo das obras de artistas e filósofos
que ao longo da história produziram seus trabalhos
com uma concepção delirante, ou seja um delírio
conceitual realizado inconscientemente incorporado à
emoção, muitas vezes intuitivo, profético
e metafórico. Não tem nada a ver com loucura
e sim com a lucidez, é uma inspiração
criadora, que vai do entusiasmo ao êxtase, comprometida
diretamente com a alma.
Existem
duas realidades paralelas no ser humano – a razão
e a emoção, duas tendências, que de acordo
com a amplitude da afirmação subjetiva faz prevalecer
uma dessas vertentes. São duas as direções
: o artista delirante onde a emoção é
fator determinante em sua obra e o artista racional, matemático,
em que predomina a razão, ambas necessárias
ao desenvolvimento da arte e da evolução do
homem.
O
DELIRISMO é uma homenagem e uma identificação
com os artistas que levaram a emoção ao extremo
e que deram suas vidas a este sonho. Alguns exemplos da mais
alta periculosidade por causa de todas as polêmicas
que causaram as suas obras e as problemáticas que elas
abordaram: Van Gogh, Shakespeare, Antonin Artaud, Delacroix,
Edward Munch, Eisentein, James Joyce, Dante Aligheri, Jackson
Pollock, Nitzsche, Beethoven, Villa Lobos, Glauber Rocha e
muitos outros que ao longo da história contribuíram
para a linha evolutiva da arte no planeta terra.
A
obra de arte não acaba no simples olhar, há
uma outra dimensão mais profunda, que transcende a
realidade, levando à reflexão. O objetivo da
criação é despertar as milhões
de realidades paralelas – dissociadas e que, ajustando-as
no sentido de afirmar a subjetividade, desestrutura e reestrutura
para alcançar a verdade.
O
DELIRISMO não é fruto da irracionalidade: é
mistério da criação humana.
Walter
Lima
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